Sergipe tem 4.858 casos notificados de Aids desde 1981



07/06/16 06h05   Saúde Imprimir
O Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta segunda-feira (6) que o Estado tem 4.858 casos notificados de Aids desde 1981 até maio de 2016, com 1.262 óbitos. Desse total, 4.751 casos são adultos e 107 são crianças.
 
 
Em Sergipe, a faixa etária mais atingida é de 30 a 39 anos, na maioria, mulheres casadas. Segundo a SES, novos comportamentos sexuais chamam atenção.
 
 
“50% dos jovens não usam o preservativo nas relações sexuais ocasionais. Muitas pessoas ainda acham que sexo arriscado é mais prazeroso. Ficamos preocupados porque ainda existem movimentos que estimulam as práticas de risco, fazendo apologia ao não uso do preservativo durante o sexo anal ou vaginal”, explica o médico sanitarista Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids.
 
 
A presença da Aids não está apenas na capital e quebra barreiras de classe social, raça ou orientação  sexual. Em Sergipe, os municípios com maior número de casos notificados são: Aracaju (2.011 casos), Nossa Senhora do Socorro (462), Itabaiana (233), Estância (188), São Cristóvão (167), Lagarto (149) e Propriá (143).
 
 
Luta e tabu
 
Nos últimos 29 anos, o trabalho do médico Almir Santana e de toda a equipe de DST/Aids da SES tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e fazer com que o paciente com Aids viva com dignidade.
 
 
“Já comprei várias brigas para encarar a Aids em Sergipe. Lutei para que famílias aceitassem e ajudassem os entes acometidos pela doença, para vencer a incompreensão e os obstáculos. A luta pela causa da AIDS sempre foi um grande desafio”, afirma Almir Santana.
 
 
Ainda segundo o médico, a Aids provocou muitas mortes e várias transformações na área de saúde e na sociedade.  “Foi a primeira doença a mobilizar as próprias pessoas acometidas, que passaram a lutar pelos direitos aos exames, aos tratamentos específicos e, acima de tudo, ao respeito. A luta não foi só das pessoas que tinham o HIV. Surgiram profissionais da área da saúde e na sociedade em geral, que passaram a abraçar a causa”, ressalta o médico.
 
 
Do G1 SE