Sem Acordo Com A Fenaban, Bancários Mantém Greve Por Tempo Indeterminado



12/09/16 08h49   Economia Imprimir

Os bancários rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos  (Fenaban) e decidiram manter a greve iniciada há sete dias. Em todo o país, mais de 10 mil agências e 54 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas.

 

Em Sergipe, 174 agências estão com o atendimento comprometido, segundo Sindicato dos Bancários (Seeb/SE).

 

No Banco do Estado de Sergipe (Banese), das 20 agências instaladas na capital sergipana, 80% estão sem funcionar. Já no interior, estão paralisadas 82% das 44 agências. Ainda do banco estadual, 50% dos Pontos Banese estão fechados. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a greve envolve 100% das três agências da capital e no interior, 85% (15 unidades). No Banco do Brasil (BB), na capital, a greve continua em 100% das agências (14 unidades) e 55%, no interior (37). Na Caixa Econômica Federal, o movimento grevista envolve todas as agências da capital (19) e todas localizadas no interior (23).  No Bradesco e HSBS, a greve envolve 50% do total das agências na capital (oito) e interior (14). No Santander, a greve envolve 100% das agências (cinco). Já no Itaú, o movimento está em 92% do total das agências, na capital (oito) e no interior (quatro).

 

No Brasil Nacionalmente, segundo informações do Comando Nacional dos Bancários, neste quarto dia de greve, 10.027 agências e 54 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. Este número representa 42,59% das agências bancárias do país e um crescimento de 14% da mobilização, na comparação com o primeiro dia de paralisações.

 

Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período (9,62%) mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, assim como a defesa do emprego, também são prioridades para a categoria bancária.

 

Com informações do SEEB/SE