André Moura - A ECONOMIA AVANÇA, O BRASIL AGRADECE!



29/08/17 11h19   Economia Imprimir


No fim de semana, ao ler a edição desta quinzena da revista “Exame”, aproveitando um raro momento de folga na extensa agenda, confirmei com dados um sentimento já arraigado em muitos brasileiros – ao menos aqueles que, como eu, torcem por um Brasil pujante de novo: o País começou a andar! Os indicadores mostram a economia rumo à retomada do crescimento. Porém, como alerta o periódico, “a reação será lenta, gradual e é sensível aos cenários fiscal e político”.

 

Em termos gerais, isso significa que tudo dependerá da aprovação das reformas tributária e da Previdência Social em curso no Congresso Nacional, além, obviamente, da votação da nova meta fiscal para 2017 [Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central], a fim de permitir a liberação de investimentos pelo governo em áreas estratégicas. Conforme aponta “Exame”, ouvindo o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES [governo FHC], “essa retomada só ocorre porque a equipe técnica do governo atual tem conduzido a política econômica na direção correta e, com isso, as expectativas são de que uma hora a situação vai melhorar”.

 

Os números confirmam o pensamento do economista: nos três primeiros meses do ano, o PIB cresceu 1% (após oito trimestres seguidos de queda); em junho, na comparação com março, a produção industrial cresceu 2,5%; a prestação de serviços, 3,1%; e as vendas no varejo, 3,7%. As concessões de crédito pessoal foram as que mais avançaram, com alta de 37% desde outubro de 2016. O índice de confiança do consumidor está há 15 meses em recuperação e já subiu 26% de lá para cá. Já o mercado de automóveis, que diminuiu as vendas em 40% desde 2013, subirá 37% até 2018.

 

O processo avança gradualmente, pois não é fácil recuperar a economia após a tragédia dos governos petistas – segundo mandato de Lula da Silva e os mandatos de Dilma Rousseff –, sobretudo quando surgem a todo instante “crises” políticas gestadas nos laboratórios de partidos como o PT e similares ou através de agentes públicos dispostos a prejudicar o País. Não obstante, a inflação está sob controle e cai a cada mês, as famílias já equilibram o orçamento e também passaram a consumir, enquanto as empresas cortaram o nível de endividamento à metade do que era no passado.

 

Se o Brasil vai bem, tal melhora também se refletirá em Sergipe. Desde meados do ano passado, pude alocar para o Estado mais de R$ 480 milhões. São verbas para setores diversos, como a retomada das obras da BR-101 e a ampliação e reforma do Aeroporto de Aracaju, sem falar nos investimentos para construir e reformar escolas, e adquirir ônibus escolares; melhorar a infraestrutura básica na Capital e no interior, em especial nas comunidades rurais, como os assentamentos do Incra; agilizar o projeto de engenharia do Canal Xingó; além de ampliar e qualificar os serviços de saúde, com aportes para o tratamento de câncer e hemodiálise, e para hospitais [Cirurgia, São José, Santa Isabel]; apenas para citar algumas das áreas beneficiadas por esses recursos.

 

Se o Brasil volta a ser forte [veja gráficos], com mais justiça social e desenvolvimento econômico sustentável, todos ganhamos, em especial Sergipe, o Estado que, proporcionalmente, foi o mais beneficiado pela atual gestão, fator a me provocar a certeza de que estamos, sim, no caminho certo. Ademais, é continuar trabalhando em busca de fazer Sergipe cada vez mais forte, sempre!