PRF PRENDE EM SERGIPE MILICIANO QUE MATOU O CADETE WILLIAM NO RIO



22/09/17 11h00   Polícia Imprimir

Segundo informa o jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, agentes da Polícia Rodoviária Federal prenderam, EM Sergipe, Habdalla Nascimento de Souza, o Bibi, acusado de pertencer à milícia que domina a favela da Carobinha, na Zona Oeste do Rio. Bibi estava dirigindo um carro roubado e adulterado quando foi abordado pelos agentes. Inicialmente, o criminoso afirmou se chamar Diogo Nascimento Pereira para enganar os policiais, já que estava foragido. Habdalla tem a prisão decretada pelo assassinato do cadete do Exército William dos Santos Junior, em outubro de 2016.

 

Na ocasião, o militar dirigia de volta para casa em companhia da namorada, na Estrada Sete Riachos, em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio, quando foi abordado por três homens e tentou fugir. A investigação da Delegacia de Homicídios (DH) identificou Habdalla, Thiago Marinho dos Rei e o policial militar Juscemar Barboza da Cruz como autores do crime. De acordo com a investigação, os três faziam parte de uma grupo paramilitar que também atuava na clonagem de veículos roubados. Testemunhas relataram, em depoimento à DH, que os acusados haviam afirmado, em conversas entre si sobre o crime, que “fizeram besteira”. O único acusado que ainda estava foragido era Habdalla

 

Os policiais sergipanos só conseguiram descobrir a verdadeira identidade após exame papiloscópico. Na audiência de custódia, quando perguntado sobre a sua real identidade, Habdalla confessou ser foragido e disse ter usado o nome do seu irmão para fugir do Rio, já que havia sido jurado de morte após a Carobinha ter sido invadida por traficantes.

 

Habdalla também responde por outro crime na Justiça. Ele é acusado pelo MP de integrar uma quadrilha de milicianos que usa de violência e armas de fogo para constranger moradores e comerciantes da Carobinha. Os criminosos, segundo a denúncia do MP, cobra quantias de dinheiro para garantir a “segurança” da região e exerciam o monopólio da comercialização de botijões de gás e TVs a cabo. Eles também são acusados de receptação de veículos roubados e clonados e pela prática de espancamentos, sequestros, tortura e homicídios qualificados de pessoas que se recusavam a seguir as regras da milícia.

Fonte: faxaju