Secretário de Estado da Saúde diz que não deve nada ao HRAM e que a culpa pelo atraso dos salários não é do Estado e nem do município de Estância



16/01/18 07h01   Saúde Imprimir

Embora  a assessoria de comunicação do HRAM tenha dito em uma emissora de rádio da cidade de Estância que a culpa dos atrasos do salário do mês de dezembro e do 13º referente ao ano 2017 seja motivado pelo não repasse de verbas por parte do governo do estado, o secretário da saúde de Sergipe, Almeida Lima, afirmou recentemente que não deve nada ao HRAM e que a culpa pelos problemas na referida unidade de ensino se dá por má administração por parte dos interventores. As declarações foram dadas no dia 5 de janeiro, durante entrevista concedida ao radialista Thiago Heccias, na Rádio CBN.

 

Ao responder uma pergunta feita por um ouvinte do programa que não quis se identificar, o secretário destacou que não tinha conhecimento e nem deveria ter conhecimento do problema salarial que passa os servidores. Segundo Almeida, o hospital é privado e o estado tem cumprido com as suas obrigações.

 

“O Amparo de Maria é um hospital privado, apenas temos  uma obrigação financeira com ele e que nós estamos em dia, inclusive o mês de dezembro”, declarou o secretário, isentando também a prefeitura de Estância da culpa pelo problema no hospital.

 

“Essa questão de Estância não diz respeito à administração municipal de Estância, se trata de um hospital privado que no momento está sendo mal gerenciado. Já comunicamos isso ao governador, há problemas gravíssimos lá, inclusive decorrentes de uma auditoria que nós realizamos. É um hospital que está sob a responsabilidade da justiça local, a responsabilidade não é do poder executivo municipal, nem do poder executivo estadual. O que nós não podemos é enterrar dinheiro lá e não termos os serviços prestados. Os serviços estão basicamente suspensos, como as cirurgias eletivas já há alguns meses, embora estejam recebendo os repasses do mesmo jeito, portanto, é uma questão para o governo do estado sair definitivamente deste hospital, porque ele é privado, e investir o que gasta em Estância com esse hospital no hospital Jessé que é o hospital estadual público, e não neste”, declarou.

 

Ao dirigir a palavra ao hospital, o secretário o adjetivou de “bomba” e criticou a prorrogação dada pela justiça no que tange ao período de intervenção que foi prorrogado. “Devemos entregar  esta bomba ao poder judiciário local, porque foi ele, o poder judiciário local quem criou um hospital que está sob intervenção há mais de 13 anos e que agora a intervenção foi ampliada por 25 anos”, completou o secretário, informando ao radialista Thiago Heccias que já solicitou uma ação  política do governo para que retire  o interventor que foi indicado pelo governo do estado.

 

“O governador esta verificando para nos autorizar exatamente a denunciar judicialmente esta tratativa, e inclusive deixar de indicar mais ninguém para o hospital ( existem dois interventores, um indicado pelo estado e outro pelo próprio poder judiciário). Não indicar mais ninguém, porque o hospital  não está sendo devidamente administrado”, disse o secretário.

 

 Sob o tema HRAM, Almeida finalizou sua participação na entrevista mandando um recado aos servidores do hospital. “Então eu quero dizer aos servidores que o problema de salário não é nosso não, nós não administramos o hospital regional Amparo de Maria em Estância não”, disse.

 

Por: Pisca Jr