Vereador Misael responde ao secretário Almeida Lima



16/01/18 07h06   Saúde Imprimir

 

Resposta do Vereador de Estância, Misael Dantas-PSC, ao Secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, quando esse chamou o Hospital Amparo de Maria, de Estância de “Bomba”.

 

Senhor Secretário de Estado da Saúde, Dr Almeida Lima, sendo membro do Poder Legislativo Municipal de Estância, Vereador, não poderei silenciar, e não silenciarei, diante da situação do HRAM, como também de sua entrevista, agora publicada, quando em uma parte da mesma o Senhor diz que “… Devemos entregar esta bomba ao poder judiciário local, porque foi ele, o poder judiciário local quem criou um hospital que está sob intervenção há mais de 13 anos e que agora a intervenção foi ampliada por 25 anos…”.

Inicialmente, informar ao Secretário que o Hospital Amparo de Maria não é uma “bomba”, é um hospital centenário que faz parte da história não só da saúde de Estância, mas da história de cada estanciano.

 

É um hospital que foi construído com a contribuição de muitos abnegados cidadãos estancianos; que foi, e ainda é, uma casa de saúde formadora de muito bons profissionais, desde médicos, enfermeiros, auxiliares ou outras profissões e funções ligadas a saúde; que desde a sua fundação teve presente religiosas que dedicaram parte de suas vidas ao HRAM; que há funcionários que deram e dão o “sangue” por esse Hospital que Vossa Excelência, Secretário de Estado da Saúde, denomina de “bomba”.

 

 

A Intervenção Judicial foi a maneira mais viável que o Juízo Cível da Comarca de Estância, que tinha como Juiz um abnegado Magistrado, Dr Valter Ribeiro.

 

Um Juiz que procurou resolver a situação do HRAM muito além de letra fria da sentença, julgou a ação levando em conta a história do hospital, a vida de cada funcionário e a situação da população. Esse Juiz dedicou-se tanto ao HRAM que chegou a comprometer parte de sua saúde.

 

Então, nobre Secretário, quem tem o conceito, o “título de posse”, o zelo e a dedicação ao HRAM são os funcionários e cada estanciano. A sua função como Secretário é tão somente resolver parte da situação administrativo-financeira daquela histórica casa de saúde estanciana.

 

Nesse momento os funcionários e os estancianos não querem conceito pro hospital, querem ele funcionando como faz há muitos anos. O que os funcionários querem é tão somente receber seus vencimentos frutos dos satisfatórios serviços que prestam à casa. “Entregar” o HRAM, como o Senhor sugere, ao Poder Judiciário é o governo dá uma de Pilatos, “lavar as mãos”.

 

Quem tem o dever administrativo de atender institucionalmente uma parte do HRAM é o governo do qual o Senhor é Secretário.

 

Porque o dever de atendimento humano são os funcionários, e isso eles fazem como muita competência. Então, que as alternativas sejam buscadas e encontradas, sem, contudo, comprometer a permanecia do hospital, muito menos comprometer o emprego e o salário dos funcionários.

 

Que sentem governos e judiciário; inclusive, como disse, sou Vereador, mas sou estanciano que nasceu naquele hospital, me prontifico, bem como a câmara, em estar nessa busca de alternativas. Nesse contexto, Secretário, os governos passam, os cargos passam, mas só o HRAM, sua história, seus funcionários e seus pacientes são permanentes.

 

Enfatizo que me manifestei aqui porque a Câmara está em recesso e não poderia deixar de aproveitar sua entrevista. Mas estou à disposição como Legislativo, Advogado e Estanciano.

 

Misael Dantas.