Polícia identifica 11 envolvidos em triplo homicídio de Cristinápolis



17/09/19 02h52   Polícia Imprimir

A Polícia Militar (PM) detalhou a operação que resultou na prisão de cinco pessoas e na morte de mais quatro, em Cristinápolis, Sul de Sergipe. Todas elas estavam envolvidas no homicídio triplo que vitimou dois homens e uma mulher dentro de uma residência, enquanto dormiam, na mesma cidade. O crime aconteceu no último domingo (15).

De acordo com o coronel Fábio Rollemberg, comandante do Policiamento Militar do Interior (CPMI), a PM contou com a importante colaboração de pessoas que informaram o paradeiro de alguns criminosos, os quais, segundo indícios, tinham ligação com a facção criminosa PCC.

Tanto a prisão como o confronto com os criminosos aconteceu no bairro Manoel Joaquim, periferia da cidade de Cristinápolis, a 120 quilômetros da capital sergipana. Com alguns dos suspeitos alvejados e cessada a ação dos criminosos, os feridos foram socorridos pelos policiais e encaminhados ao hospital da cidade, enquanto os ilesos foram diretamente para a Delegacia de Polícia Cívil.

Os cinco presos foram identificados como Queila Sales Silva, Lucas Pinheiro dos Santos, Alexandro Pinheiro dos Santos, Luciano Farias Almeida, vulgo 'Banquinho', o moto-taxista do crime, e Cleverson de Jesus Fonseca, preso no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Ele deu entrada no local por efetuar um tiro acidental contra a própria perna durante a execução do crime.

Com os suspeitos foram apreendidos 49 pinos com cocaína, 45 pedras de crack, uma balança de precisão, dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32, uma escopeta calibre .12 e 17 munições de diversos calibres (a maior parte deflagrada durante o confronto).

Segundo a PM, Cleverson foi o responsável por dar detalhes do triplo homicídio. A motivação para tal crime teria sido pela insistência de Rosicleide (uma das vítimas do domingo) em abrir uma nova boca de fumo na região, após a sua primeira ser desarticulada pelo chefe do tráfico na região, vulgo João Preto, que está foragido.

Os quatro mortos estavam sem documentos. Eles foram identificados pelos suspeitos presos durante o confronto. John Lucas portava um revólver .32; Lucas, vulgo 'Luquinhas', estava armado com revólver calibre .38, assim como Juliano. Já Kevin Kairan de Jesus estava em posse de uma escopeta calibre .12.

Segundo o coronel Rolemberg, outras diligências darão continuidade às buscas pelos dois suspeitos de envolvimento com essa célula criminosa. O chefe do tráfico, João Preto, e outro suspeito, de prenome Diego, ex-marido de Rosicleide e irmão do Cleverson, vulgo 'Kel', continuam foragidos.

Kel foi preso por homicídio triplamente qualificado, associação criminosa e tráfico de drogas, já Queila (esposa de João Preto), Lucas Pinheiro, Alexandro Pinheiro e Luciano responderão por associação criminosa e tráfico de drogas.

Cotidiano| Por Saullo Hipolito