DÁ UM GOOGLE AÍ, CANDIDATO!📍
É muito razoável nos dias de hoje nos utilizarmos da tecnologia para auxiliar diversas questões do nosso dia a dia. Afinal, os avanços servem para isso mesmo: facilitar nossa vivência e convivência diárias.
O problema surge quando o uso dessas tecnologias nos distancia de questões essenciais no convívio humano, como empatia, identidade, pertencimento e conhecimento de causa.
Recentemente, em Estância, um pré-candidato a prefeito foi acusado em um programa de rádio ao vivo de dar "um Google" para se deslocar pelo município. Por desconhecer a cidade e suas localidades, ele precisa recorrer ao Google Maps sempre que precisa se deslocar. Isso levanta uma reflexão importante sobre os efeitos da tecnologia em nosso entendimento e interação com o mundo ao nosso redor.
Embora as ferramentas digitais sejam práticas e eficientes em muitos aspectos, a dependência excessiva delas pode nos afastar de questões essenciais como empatia e convívio humano real. O fato de precisar usar o Google Maps para se orientar revela não apenas a falta de conhecimento prévio do pré-candidato sobre a cidade que deseja governar, mas também uma desconexão emocional, social e cultural com as pessoas e os lugares que a compõem.
A tecnologia, por mais útil que seja, não pode substituir a sensibilidade, a percepção aguçada e a capacidade de estabelecer vínculos significativos com a comunidade. Quando um pré-candidato se apoia apenas em ferramentas digitais para explorar o município, demonstra não só falta de conhecimento geográfico, mas também uma ausência de conexão real com a população estanciana.
A política municipal exige proximidade, escuta, atenção e uma presença efetiva e afetiva nos espaços públicos para representar verdadeiramente os interesses dos munícipes. Portanto, é crucial questionar se um pré-candidato que se apoia na tecnologia para conhecer um lugar está realmente comprometido em entender suas nuances, desafios e potenciais.
O equilíbrio entre o uso de facilidades tecnológicas e uma conexão humana genuína é essencial para uma liderança política eficaz e sensível às necessidades da comunidade. Afinal, a política deve ser feita com as pessoas e para as pessoas, respeitando a realidade e a particularidade de cada grupo social. Alguém que se limita a utilizar ferramentas tecnológicas para evitar o esforço de conhecer pessoalmente o lugar que deseja governar já demonstra uma clara falta de proximidade com seu povo e as reais demandas da cidade.